Embraer.

E continua a valorização em Bolsa.

Algo contra?

SIM!

O mercado de capitais sofre muito após cair na “real”.

E a cotação de Embraer está longe de ser real.

O baque da venda para a Boeing foi muito forte, o endividamento explodiu.

Embraer não dá lucro.

E, como uma empresa que não dá lucro é valorizada?

Expectativas?

Quais, vender o que vendia? Já estaria precificada.

E é provável, mas no longo prazo.

Recuperar toda estrutura de fabricação é coisa demorada. E a COVID deixou sequelas, no mínimo.

– Mas, e os aviões elétricos?

Não dão “sangue”, custam o mesmo que um Porsche.

A ação da Embraer está cara.

Queremos o melhor para a empresa, mas o governo brasileiro deveria alavancar.

Como fazem os governos dos outros países, EUA, então?

A concorrência é brutal, inclusive no setor militar.

A China está chegando ao mercado, óbvio que ela comprará aviões chineses.

As manchetes estão muito ufanistas, viva a Embraer.

Viva!

Mas com os pés no chão.

Sanepar, acionistas.

Uma coisa interessante e incômoda, ao mesmo tempo, é a composição acionária da Sanepar.

É a seguinte: 20% das ações pertencem ao governo do Paraná. Mais 20% pertencem a investidores estrangeiros (250, no total).

E 60% pertencem a 433 mil investidores nacionais.

901.883.355 ações pertencem a 433 mil micro-investidores, o que dá uma média aritmética (detesto) de 2 mil ações para cada investidor.

Sequer 08 mil reais, hoje.

Todos nós sabemos que o micro-investidor não é, em geral, um analista de valores mobiliários.

Ele não conhece o mercado, ele é informado.

A decisão de permanecer ou não com o “papel” não partirá dele, mas dos sites de finanças.

Ou dica de algum amigo.

Bem, o governo do Paraná não venderá suas ações, não há muito o que vender.  O investidor estrangeiro, tampouco. Ele quer dividendos e Sanepar pagará.

Já os sites de finanças, todos, preconizam que empresa boa é empresa privada.

E que Sanepar será mais eficiente (?) se for vendida. Ela é ineficiente, hoje!

Jura?

Você não leria isso na Noruega, na França, na Alemanha e até nos EUA.

Ou na Colômbia, sua estatal é dona de várias empresas brasileiras.

Sim, muitas estatais estrangeiras estão comprando nossas estatais, as “ineficientes”.

Isso não dará certo, brevemente. A bem da verdade, já não dá. A conta de Transações Correntes é negativa, consome todo nosso saldo comercial e mais um pouco.

Mas não é o nosso foco, no momento.

O que queremos mostrar é o motivo de Sanepar não estar bem na ‘fita”, no momento.

Apesar de todo um CONSENSO (já vimos o filme, não foi bom), Sanepar não será privatizada.

Ela não será privatizada, Guedes. Não há como justificar, lá no Paraná. É, disparada, a empresa mais eficiente do Brasil, no setor.

A garotada, que pouco ou nada entende de mercado, ela crê nos sites de finanças. Amigos!

E o papel sofre.

E os investidores estrangeiros agradecem e adquirem mais. Eles não tem pressa. O foco é nos dividendos. São Fundos, em geral.

E Sanepar é “triple A”.

Interessante, não?


Sanepar.

Salvei o enorme relatório publicado  por uma associada à XP e fui ler.

Já no introito é clara a percepção, o analista irá “encucar” até com unha encravada.

– O reajuste seria pelo IGP-M, mudaram pro IPCA, disse.

E elenca diversas outras observações.

Estão erradas?

Não e sim!

Vamos entender, o assunto é ÁGUA, o “produto” mais essencial que existe.

O IGP-M é um índice que captura a variação cambial, daí beirar os 30% versus os 5,2% do IPCA.

Sanepar não possui endividamento em dólares, seus equipamentos, sua mão de obra, são remunerados em reais.

Difícil justificar o aumento pelo IGP-M, apesar de ancorado.

O enorme engano, a maximização de lucros.

E estamos falando de ÁGUA, viu?

Em razão de tal viés, os bancos brasileiros destroem a economia, destroem famílias.

Assim como andar de carro, comer carne, um luxo, hoje.

Sim, o reajuste da tarifa foi corrigido pelo IPCA. E foi bastante.

E continua: – a remuneração do ativo é insuficiente, o Paraná quer universalizar a distribuição de água/esgoto?

Não, não é.

E ele não quer, praticamente já universalizou.

Quase 100% dos lares paranaenses são abastecidos pela água da Sanepar, 80%  possuem esgoto.

Não será “muito” difícil Sanepar universalizar um serviço tão essencial, ele já É!

Um fato, o analista quer que o custo futuro da universalização do serviço seja antecipado?

Não funciona assim. A verba é captada junto a bancos de fomento e a amortização é de muito longo prazo, inclusive carência.

Só após a definição dos objetivos e da contratação do financiamento é que saberemos qual impacto advirá no fluxo de caixa da empresa. E o peso na tarifa.

Vamos ao que interessa ao mercado, o lucro.

Ora, o lucro da Sanepar é maior, apesar do porte da empresa, que o lucro da Magazine Luíza e Via Varejo, juntas!

Afinal, o que quer o analista,  procurar defeito com lupa?

Sim, ele quer ver a Sanepar privatizada.

Virou “moda”.

Não vejo como a Assembleia Legislativa do Paraná consiga aprovar tal disparate.

O objetivo do Guedes não deverá ser alcançado no Paraná, não.

Analise Petrobrás, analista.

Lá, o Guedes manda!

A Embraer subiu!

Após a trapalhada da Boeing, sem contar a pandemia, a Embraer precisou ser refeita operacionalmente.

Havia demitido muita gente, liquidara o estoque.

Frustrada a venda (ainda bem), era hora de refazer a empresa.

O mercado, acho que comentamos, não estava ruim, ao contrário.

A demanda já não era de aviões de grande porte, justamente o fator inibidor para a Embraer.

Fazer aviões  de grande porte e competir com Airbus e com a Boeing não é simples, poucos países poderão se aventurar. China, com certeza.

Aviões médios, executivos, poucos assentos, são a melhor opção, hoje.

COVID, proximidade, já entendeu.

E a Embraer voltou a vender bem, novamente.

E a perspectiva futura ainda é boa.

Sim, ótimo.

Bom, o preço da ação explodiu, subiu bastante.

Dois fatores, conjuntamente.

Reapreciação da empresa/mercado e o dólar.

Embraer é listada em N. York, em dólares.

E seu preço em dólares é seu preço em reais, a arbitragem.

Mas, já subiu o suficiente?

Acreditamos que sim, acreditamos que tenha subido até mais que o suficiente.

Muito se fala, mas a Embraer não tem muito o que “inventar”.

Os pequenos aviões híbridos ou elétricos são interessantes para  futuro, mas não somarão ao faturamento de forma significativa.

Seus jatos executivos ou de médio porte continuarão a fazer merecido sucesso. Embraer deverá voltar a dar lucro, em breve.

Não dá lucro, hoje!

Mas a demanda não é tão inelástica, quem encomendou, ótimo.

E a produção possui limites, físicos e operacionais.

A cura para a COVID virá e os gigantescos aviões retomarão seu rumo, em breve.

É nossa opinião.

Captura

Cap

E a Vale, hein?

Comentamos que a Vale é uma empresa excelente e etc.

Mas vive uma relação monopsônica, possui apenas 01 (um) gigantesco cliente, a China.

Tudo bem, a China não deixará de comprar o ferro da Vale.

Bom, ao menos por enquanto, suas inversões na África são muito fortes.

Então é isso, quem gosta de Vale deve saber que um resfriado chinês incomoda e muito.

Saúde, China!

Combinaram com os russos?

Diz a lenda que o técnico Feola ensinava aos jogadores o que iria acontecer durante a partida Brasil X URSS.

Todos escutavam, atentos.

Eis que Garrincha, com um misto de ingenuidade e irreverência, pergunta: “já combinaram isso com os russos”?

O que mais se lê e ouve é a explosão que Magazine Luíza causará no mercado e etc. Que ela faz e acontece!

Tá, muito bom.

Só falta uma coisa, o MERCADO!

A renda do brasileiro está em queda, forte.

O desemprego é enorme.

Pra quem Magalu irá vender, quais clientes?

Há limites, há elasticidade, há utilidade-marginal. Quem comprou um bem durável em 2020, não repetirá em 2021.

Mag pode crescer?

Pode, mas imaginar uma Amazon é viajar demais.

Menos, mídia. Menos!

O EBIT de Mag ainda não superou 2018, sequer.

mag



E a energia?

Países modificam sua matriz energética, sim.

O Brasil modificou seu futuro quando optou por construir usinas hidrelétricas a fio d’água (Belo Monte).

Uma enorme usina apta a operar, integralmente, durante dois meses do ano.

O motivo, sócio-ambiental, correto.

Em tese.

A pretensa proteção à Amazônia e aos silvícolas, ela inexiste.

A Alemanha, durante a gestão do Partido Verde, optou por silenciar suas já silenciosas usinas nucleares.

E corre contra o tempo.

Eólicas, termo-elétricas, todo tipo de energia será bem-vindo. Aqui e acolá.

Teremos apagão no Brasil, na Alemanha?

Difícil dizer, mas o time alemão parece mais coeso, sim.




Como?

“Fertilizantes Heringer tem mais um dia de tombo feio nesta terça-feira; FHER3 acumula alta de 400% no ano” – Seu Dinheiro.

– A surpresa não é o tombo, mas a alta.

É um mercado altamente competitivo e a Heringer encontrará concorrentes mundiais.

Tivesse o Brasil o hábito de amparar suas empresas, o seu mercado, tudo bem.

A China o fará, a Índia, os EUA.

Se a Petrobrás, que é a Petrobrás, cedeu e lacrou sua fábrica de fertilizantes!

Que a Heringer tenha sucesso, é o desejo.

Dados demonstrativos de resultados:

Últimos 12 meses
Últimos 3 meses

Receita Líquida
2.568.420.000
Receita Líquida
741.293.000

EBIT
246.513.000
EBIT
96.493.000

Lucro Líquido
-1.646.020
Lucro Líquido
-7.456.000

Como

VIA VAREJO VVAR3?

Longe de querermos discordar dos demais analistas, mas não “morremos de amor” pela Via Varejo.

Seu EBIT, com exceção do 3º trimestre de 2020 (impactado por créditos tributários não recorrentes), não cresceu

Sua margem é baixa, não distribui dividendos. O “crescimento” de nosso PIB não a alcançou. Desemprego muito forte, auxílio-pandemia reduzido, baixa reposição de bens duráveis, as vendas de VIA não devem ter crescimento substancial.

Tecnicamente, espera-se que uma empresa seja lucrativa e que satisfaça seus acionistas com uma farta distribuição dos lucros.

Ou que gere tal expectativa em período relativamente breve.

‘No longo prazo estaremos mortos”, ensinava Keynes.

Via está longe disso.

Porém, isso funciona para outros mercados, mas não para o mercado brasileiro, influenciado e dominado por uma mídia altamente concentrada.

Tal mídia faz o mercado, como fez com Magazine Luíza.

Não, não queremos brigar com o “mercado” brasileiro.

Que a Via Varejo seja feliz, muito feliz.

Mas não casaríamos com ela.

Via