Pimon1, Set, 2021


E a Vale, hein?

Comentamos que a Vale é uma empresa excelente e etc.

Mas vive uma relação monopsônica, possui apenas 01 (um) gigantesco cliente, a China.

Tudo bem, a China não deixará de comprar o ferro da Vale.

Bom, ao menos por enquanto, suas inversões na África são muito fortes.

Então é isso, quem gosta de Vale deve saber que um resfriado chinês incomoda e muito.

Saúde, China!


Embraer.

E continua a valorização em Bolsa.

Algo contra?

SIM!

O mercado de capitais sofre muito após cair na “real”.

E a cotação de Embraer está longe de ser real.

O baque da venda para a Boeing foi muito forte, o endividamento explodiu.

Embraer não dá lucro.

E, como uma empresa que não dá lucro é valorizada?

Expectativas?

Quais, vender o que vendia? Já estaria precificada.

E é provável, mas no longo prazo.

Recuperar toda estrutura de fabricação é coisa demorada. E a COVID deixou sequelas, no mínimo.

– Mas, e os aviões elétricos?

Não dão “sangue”, custam o mesmo que um Porsche.

A ação da Embraer está cara.

Queremos o melhor para a empresa, mas o governo brasileiro deveria alavancar.

Como fazem os governos dos outros países, EUA, então?

A concorrência é brutal, inclusive no setor militar.

A China está chegando ao mercado, óbvio que ela comprará aviões chineses.

As manchetes estão muito ufanistas, viva a Embraer.

Viva!

Mas com os pés no chão.

Sanepar, acionistas.

Uma coisa interessante e incômoda, ao mesmo tempo, é a composição acionária da Sanepar.

É a seguinte: 20% das ações pertencem ao governo do Paraná. Mais 20% pertencem a investidores estrangeiros (250, no total).

E 60% pertencem a 433 mil investidores nacionais.

901.883.355 ações pertencem a 433 mil micro-investidores, o que dá uma média aritmética (detesto) de 2 mil ações para cada investidor.

Sequer 08 mil reais, hoje.

Todos nós sabemos que o micro-investidor não é, em geral, um analista de valores mobiliários.

Ele não conhece o mercado, ele é informado.

A decisão de permanecer ou não com o “papel” não partirá dele, mas dos sites de finanças.

Ou dica de algum amigo.

Bem, o governo do Paraná não venderá suas ações, não há muito o que vender.  O investidor estrangeiro, tampouco. Ele quer dividendos e Sanepar pagará.

Já os sites de finanças, todos, preconizam que empresa boa é empresa privada.

E que Sanepar será mais eficiente (?) se for vendida. Ela é ineficiente, hoje!

Jura?

Você não leria isso na Noruega, na França, na Alemanha e até nos EUA.

Ou na Colômbia, sua estatal é dona de várias empresas brasileiras.

Sim, muitas estatais estrangeiras estão comprando nossas estatais, as “ineficientes”.

Isso não dará certo, brevemente. A bem da verdade, já não dá. A conta de Transações Correntes é negativa, consome todo nosso saldo comercial e mais um pouco.

Mas não é o nosso foco, no momento.

O que queremos mostrar é o motivo de Sanepar não estar bem na ‘fita”, no momento.

Apesar de todo um CONSENSO (já vimos o filme, não foi bom), Sanepar não será privatizada.

Ela não será privatizada, Guedes. Não há como justificar, lá no Paraná. É, disparada, a empresa mais eficiente do Brasil, no setor.

A garotada, que pouco ou nada entende de mercado, ela crê nos sites de finanças. Amigos!

E o papel sofre.

E os investidores estrangeiros agradecem e adquirem mais. Eles não tem pressa. O foco é nos dividendos. São Fundos, em geral.

E Sanepar é “triple A”.

Interessante, não?


Sanepar.

Salvei o enorme relatório publicado  por uma associada à XP e fui ler.

Já no introito é clara a percepção, o analista irá “encucar” até com unha encravada.

– O reajuste seria pelo IGP-M, mudaram pro IPCA, disse.

E elenca diversas outras observações.

Estão erradas?

Não e sim!

Vamos entender, o assunto é ÁGUA, o “produto” mais essencial que existe.

O IGP-M é um índice que captura a variação cambial, daí beirar os 30% versus os 5,2% do IPCA.

Sanepar não possui endividamento em dólares, seus equipamentos, sua mão de obra, são remunerados em reais.

Difícil justificar o aumento pelo IGP-M, apesar de ancorado.

O enorme engano, a maximização de lucros.

E estamos falando de ÁGUA, viu?

Em razão de tal viés, os bancos brasileiros destroem a economia, destroem famílias.

Assim como andar de carro, comer carne, um luxo, hoje.

Sim, o reajuste da tarifa foi corrigido pelo IPCA. E foi bastante.

E continua: – a remuneração do ativo é insuficiente, o Paraná quer universalizar a distribuição de água/esgoto?

Não, não é.

E ele não quer, praticamente já universalizou.

Quase 100% dos lares paranaenses são abastecidos pela água da Sanepar, 80%  possuem esgoto.

Não será “muito” difícil Sanepar universalizar um serviço tão essencial, ele já É!

Um fato, o analista quer que o custo futuro da universalização do serviço seja antecipado?

Não funciona assim. A verba é captada junto a bancos de fomento e a amortização é de muito longo prazo, inclusive carência.

Só após a definição dos objetivos e da contratação do financiamento é que saberemos qual impacto advirá no fluxo de caixa da empresa. E o peso na tarifa.

Vamos ao que interessa ao mercado, o lucro.

Ora, o lucro da Sanepar é maior, apesar do porte da empresa, que o lucro da Magazine Luíza e Via Varejo, juntas!

Afinal, o que quer o analista,  procurar defeito com lupa?

Sim, ele quer ver a Sanepar privatizada.

Virou “moda”.

Não vejo como a Assembleia Legislativa do Paraná consiga aprovar tal disparate.

O objetivo do Guedes não deverá ser alcançado no Paraná, não.

Analise Petrobrás, analista.

Lá, o Guedes manda!

A Embraer subiu!

Após a trapalhada da Boeing, sem contar a pandemia, a Embraer precisou ser refeita operacionalmente.

Havia demitido muita gente, liquidara o estoque.

Frustrada a venda (ainda bem), era hora de refazer a empresa.

O mercado, acho que comentamos, não estava ruim, ao contrário.

A demanda já não era de aviões de grande porte, justamente o fator inibidor para a Embraer.

Fazer aviões  de grande porte e competir com Airbus e com a Boeing não é simples, poucos países poderão se aventurar. China, com certeza.

Aviões médios, executivos, poucos assentos, são a melhor opção, hoje.

COVID, proximidade, já entendeu.

E a Embraer voltou a vender bem, novamente.

E a perspectiva futura ainda é boa.

Sim, ótimo.

Bom, o preço da ação explodiu, subiu bastante.

Dois fatores, conjuntamente.

Reapreciação da empresa/mercado e o dólar.

Embraer é listada em N. York, em dólares.

E seu preço em dólares é seu preço em reais, a arbitragem.

Mas, já subiu o suficiente?

Acreditamos que sim, acreditamos que tenha subido até mais que o suficiente.

Muito se fala, mas a Embraer não tem muito o que “inventar”.

Os pequenos aviões híbridos ou elétricos são interessantes para  futuro, mas não somarão ao faturamento de forma significativa.

Seus jatos executivos ou de médio porte continuarão a fazer merecido sucesso. Embraer deverá voltar a dar lucro, em breve.

Não dá lucro, hoje!

Mas a demanda não é tão inelástica, quem encomendou, ótimo.

E a produção possui limites, físicos e operacionais.

A cura para a COVID virá e os gigantescos aviões retomarão seu rumo, em breve.

É nossa opinião.

Captura

Cap

E a Vale, hein?

Comentamos que a Vale é uma empresa excelente e etc.

Mas vive uma relação monopsônica, possui apenas 01 (um) gigantesco cliente, a China.

Tudo bem, a China não deixará de comprar o ferro da Vale.

Bom, ao menos por enquanto, suas inversões na África são muito fortes.

Então é isso, quem gosta de Vale deve saber que um resfriado chinês incomoda e muito.

Saúde, China!

Combinaram com os russos?

Diz a lenda que o técnico Feola ensinava aos jogadores o que iria acontecer durante a partida Brasil X URSS.

Todos escutavam, atentos.

Eis que Garrincha, com um misto de ingenuidade e irreverência, pergunta: “já combinaram isso com os russos”?

O que mais se lê e ouve é a explosão que Magazine Luíza causará no mercado e etc. Que ela faz e acontece!

Tá, muito bom.

Só falta uma coisa, o MERCADO!

A renda do brasileiro está em queda, forte.

O desemprego é enorme.

Pra quem Magalu irá vender, quais clientes?

Há limites, há elasticidade, há utilidade-marginal. Quem comprou um bem durável em 2020, não repetirá em 2021.

Mag pode crescer?

Pode, mas imaginar uma Amazon é viajar demais.

Menos, mídia. Menos!

O EBIT de Mag ainda não superou 2018, sequer.

mag



E a energia?

Países modificam sua matriz energética, sim.

O Brasil modificou seu futuro quando optou por construir usinas hidrelétricas a fio d’água (Belo Monte).

Uma enorme usina apta a operar, integralmente, durante dois meses do ano.

O motivo, sócio-ambiental, correto.

Em tese.

A pretensa proteção à Amazônia e aos silvícolas, ela inexiste.

A Alemanha, durante a gestão do Partido Verde, optou por silenciar suas já silenciosas usinas nucleares.

E corre contra o tempo.

Eólicas, termo-elétricas, todo tipo de energia será bem-vindo. Aqui e acolá.

Teremos apagão no Brasil, na Alemanha?

Difícil dizer, mas o time alemão parece mais coeso, sim.




Como?

“Fertilizantes Heringer tem mais um dia de tombo feio nesta terça-feira; FHER3 acumula alta de 400% no ano” – Seu Dinheiro.

– A surpresa não é o tombo, mas a alta.

É um mercado altamente competitivo e a Heringer encontrará concorrentes mundiais.

Tivesse o Brasil o hábito de amparar suas empresas, o seu mercado, tudo bem.

A China o fará, a Índia, os EUA.

Se a Petrobrás, que é a Petrobrás, cedeu e lacrou sua fábrica de fertilizantes!

Que a Heringer tenha sucesso, é o desejo.

Dados demonstrativos de resultados:

Últimos 12 meses
Últimos 3 meses

Receita Líquida
2.568.420.000
Receita Líquida
741.293.000

EBIT
246.513.000
EBIT
96.493.000

Lucro Líquido
-1.646.020
Lucro Líquido
-7.456.000

Como